O jeito irreverente, a voz
soturna e a batida dançante fizeram com que o cantor paulistano Vinny
alcançasse o estrelato no final dos anos 90. Rits como Heloísa, mexe a cadeira, Skake bom e Te encontrar de novo
caíram na graça do público que cantava e dançava nos embalos das pistas de
danças.
E apesar de não figurar mais
tanto na chamada grande mídia, o cantor,
que é também filósofo e psicólogo, prova que obviedades não fazem parte do
roteiro de sua vida. Desde que começou a carreira de músico no conjunto Hay
Kay, Vinny não saiu mais do cenário musical lançando quase um álbum a cada ano.
Com ritmos que desfilam do rock, Indie até a música eletrônica que o consagrou
nas lembranças dos fãs.
Confira, em entrevista exclusiva,
os projetos, os trabalhos e os sonhos desse peculiar artista que prova que com
determinação não há projetos que não se realizem.
Vinny: Desde muito novo eu sabia o que queria fazer como profissão. A música
me trouxe, além de realização profissional e grana, a chance de correr o mundo
fazendo o que mais gosto: tocar! Já rodei o Brasil umas três vezes com turnês
gigantes. E posso dizer que conheço o nosso país como poucos!
Não é muito comum músicos seguirem áreas tão distintas como no seu caso
que estudou direito, psicologia e filosofia. Mais do que conhecimento, o que
você busca com esses aprendizados? E como essas áreas ajudaram e ajudam na
formação do artista Vinny?
Vinny: Na verdade, Direito e Psicologia, pode-se dizer que foram arroubos da
minha juventude!(risos) Foi o medo de não ter um diploma ou uma profissão
acadêmica. Hoje, vejo essa insegurança como algo que herdamos de outras
gerações ou expectativas depositadas em nós por nossos pais e amigos.
Conhecimento é sempre útil. Como professor de Filosofia, quero desafios mais
difíceis. Vou começar em julho um mestrado em Ciências Sociais na Universidad
La Matanza, em Buenos Aires /AR. Sou um "amante da
sabedoria"(Philo-Sophia). Faz uma referência a etimologia da palavra grega que significa amor à sabedoria.
Músicas como Heloísa, mexe a cadeira, Shake boom e Te encontrar de novo deram a cara do artista Vinny para o público brasileiro. Nos últimos anos, no entanto, suas músicas ficaram um pouco menos evidente para o grande público. Como você explicaria essa aparição mais modesta?
V: A carreira de um artista, com raríssimas exceções, é marcada por essas curvas horizontais! Altos e baixos. Tive muitos altos, mas tive muitos baixos também. E a qualidade do trabalho, não está necessariamente relacionada com essas curvas! Meu melhor disco, na minha opinião, ainda está por vir.O fato de estar me dedicando a uma música menos comercial, e ser dono do meu próprio selo, me deram uma liberdade que nunca tive antes! Claro que vou errar mais do que antes, mas essa é a parte mais enriquecedora do caminho. Meu próximo disco será em inglês e produzido somente em VINIL (risos)
Qual o momento da sua carreira você mais destacaria?
V: Todos...até os menos representativos. Cada show, cada gravação... fizeram de mim o que sou hoje como músico. Tocar no Rock`n Rio na edição
anterior foi bem legal, mas tocar em Tóquio para um público que não me
conhecia, foi genial!
Quais são os seus projetos, hoje, tratando-se da vida pessoal?
V: Quero conhecer a Grécia, mas não de uma forma superficial. Quero conhecer cada
pedra daquele país inspirador e milenar!
Abaixo, separei a música que projetou o artista no cenário musical brasileiro. Vale a pena conferir. E para quem não entendia a letra quando criança, talvez agora faça mais sentido.
