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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cientistas apontam que lua teria influência no acidente com o Titanic



Artigo do jornal  La Vanguardia






O naufrágio do famoso transatlântico, em abril de 2012, continua sendo objeto de análise e investigações de todo o tipo. Agora, astrônomos da Universidade do Texas-San Marcos realizaram, no mês de março, um estudo que propõe uma nova causa para a tragédia. O resultado, embora curioso, mas nem por isso menos relevante, atribui à Lua parte da culpa pelo choque contra um grande iceberg que fez com que o navio naufragasse.

Após um grande trabalho científico investigativo (nas palavras dos autores do artigo, publicado na Sky & Telescope), chegou-se à conclusão que durante o mês de janeiro de 1912, poucos meses antes do acidente, a Lua e o Sol se alinharam e, ao mesmo tempo, a Lua teve a sua maior aproximação com a Terra em 1.400 anos, tendo seu pico ocorrido aos seis minutos da Lua Cheia, e um dia depois que a Terra teve seu momento de maior aproximação ao Sol. Estas condições, juntamente com um grau de coincidências beirando o impossível, teriam gerado uma maré excepcionalmente alta que, entre outras coisas, fez com que grandes icebergs perto da superfície se desprendessem e se deslocassem, acompanhando as correntes oceânicas do sul.

Por esse motivo, os cientistas acreditam que, embora a causa direta do naufrágio do Titanic tenha sido sua colisão com um iceberg, teria sido a posição incomum da Lua o que causou o aparecimento de uma grande quantidade de blocos de gelo, ou seja, as probabilidades de que esse acidente pudesse ocorrer naquele exato momento eram muito elevadas.


domingo, 15 de abril de 2012

Dossiê Titanic - 100 anos do Desastre




15 de abril de 1912. O maior e mais luxuoso navio de passageiros construído na época bate em um iceberg e afunda nas gélidas águas do Atlântico Norte. Mil e quinhentas pessoas morreriam naquele dia em uma das maiores tragédias marítimas da história. 


O ano de 2012 marca o centenário da tragédia doTitanic, mas é também uma lembrança de que mesmo com os avanços na area da tecnologia e de segurança dos navios, não estamos livres de tragédias no mar. O naufrágio do navio de viagem Costa Condórdia, no começo deste ano, colocou em xeque a superação do maior dasastre marítimo.

A viagem do Titanic ,até seu trágico destino, começou  cinco dias antes no porto de Queenstown(hoje Cobh), na Irlanda. Sob o comando do comodoro da White Star line, Edward John Smith, um dos mais experientes e respeitáveis oficias da marinha, o grandioso navio partiu, no dia 11 de abril, da Europa, em meio a um clima de festa, com destino final em Nova York, Estados Unidos. Trajetória de ida e volta que se acreditava ser completada em 18 dias.




Apesar da certeza da imprensa e da população de que a embarcação era uma das obras mais perfeitas já construídas, um dia antes, de levantar âncora oficialmente, o Titanic teria o seu primeiro incidente. Ao sair do porto, no sul da Inglaterra, em Southampton, o movimento das águas provocado pelo deslocamento do casco rompeu as amarras de um navio menor que foi aspirado pelo transatlântico. A embarcação só não foi destruída por causa das habilidades de um capitão que guiava um dos rebocadores que puxava o grandioso navio.

Mas nada iria abalar o deslumbramento das 2.208 pessoas, entre passageiros e tripulantes, que subiram a bordo. Divididos em três classes,  os viajantes se viram diante de um luxuoso hotel flutuante, no qual mesmo as acomodações mais modestas refletiam a ostentação e riquezas de uma mega construção. O Titanic dispunha de nada menos que sete conveses principais, denominados por letras, algo inimaginável até então.




Segundo reportagem de Paul Roger, publicado na Revista História Viva, nos conveses D, E, F e G estavam localizados os 297 compartimentos da terceira classe e o espaço reservado à tripulação, com um refeitório no convés F. No convés D ficavam os salões de refeição dos passageiros da primeira e da segunda classe, que dispunham de 267 cabines, ocupando praticamente um terço da parte traseira do navio. Os conveses A, B, C, D e F eram reservados à primeira classe e contavam com um saguão de acesso, um salão de refeição, salas para fumantes, biblioteca e convés-passeio. Além disso, a primeira classe dispunha de um ginásio, de uma piscina, de um jardim de inverno e de restaurante à la carte. 

Dentre os ilustres passageiros que formavam uma espécie de elite transatlântica estavam  o presidente da White Star, lorde Bruce Ismay; o major But, secretário pessoal do presidente dos Estados Unidos; o coronel Astor, um dos homens mais ricos da época; Benjamin Guggenheim, “o rei do cobre”; e Charles Melville Hays, presidente de uma empresa ferroviária canadense.


A diferença nas acomodações evidenciavam as delimitações e diferenças entre as três classes que ocupavam o transatlântico. Distinções que explicam os números de vítimas salvas no desastre.Dos números de passageiros resgatados:  203 de 325 da primeira classe foram salvos(62%), 118 de 285 da segunda (41%) e 178 de 706 da terceira classe (apenas 25%) com apenas um terço das crianças resgatadas.  O baixo número de salvamentos da última classe pode ser explicado em três aspectos:  no primeiro, do convés superior à terceira classe havia portas que permaneceram fechadas; segundo, a distância dos conveses inferiores aos superiores era muito grande; por fim, a língua também era um motivo de entrave para muitos que tentaram socorro. Vindos da Escandinávia ou do Leste Europeu, poucos passageiros da terceira classe falavam ou compreendiam o inglês.

"Rachado ao meio, ele afunda sob os olhares aterrorizados de quem tinha sobrevivido"




Um sonho que virou pesadelo. Era essa a constatação de muitos que voltaram a terra firme ainda sem acreditar no que havia acontecido. O navio que nem Deus poderia afundar, às 02h20, rachado ao meio, mergulhava por completo nas profundas e gélidas águas do Atlântico Norte na madrugada de 15 de abril de 1902.

O céu estava estrelado apesar de não haver lua, o que deixava uma imensa escuridão pela frente.  Foi com surpresa  que o vigia Frederick Fleet gritou para o colega Reginald Lee durante o seu turno no posto mais alto da embarcação."Minha Nossa! Um iceberg! Ali, bem em frente ...". Após a visão, uma espera de 37 segundos distanciava o Titanic do bloco de gelo de 18 metros. Por três vezes, Fleet tocou de forma desesperada o sino que avisava que um perigo estava adiante. Mensagem rapidamente capitada pelos oficiais em serviços e retransmitida para o oficial sênior Willian Murdoch, que no mesmo instante ordenou ao timoneiro: "tudo a bombordo!" (à esquerda). Murdoch em seguida chamou a sala de máquina: "motores à ré, força total!" Finalmente, usou o último recurso que dispunha e que havia dado fama ao transatlântico de inafundável, conforme revela a reportagem da revista História Viva.
"Em caso de emergência, 15  anteparas estanques se fechariam automaticamente, separando o casco do navio em 16 compartimentos, impedindo que a água inundasse toda a embarcação."




No entanto, nenhuma ação surtiu efeito e nada impediu que o lado direito do navio batesse no iceberg, e fosse raspado pelo gelo por cerca de 90 metros. Não houve rasgos, mas a pressão foi tamanha que as chapas de aços foram se soltando uma a uma, permitindo que a água entrasse nos compartimentos.

Acordado pelo tremor, cinco minutos depois, às 11h40, o comandante Edward John Smith correu até a ponte onde seria avisado sobre o que havia ocorrido. Imediatamente chamou um dos principais idealizadores e projetistas do Titanic, Thomas Andrews, para acompanhá-lo até a proa e ver a dimensão do danos. Ao retornarem, estava perceptível nas faces dos dois homens que era tarde demais. A partir de então, o comandante passa a contactar as embarcações mais próximas e preparar a evacuação.

A embarcação mais próxima era a do navio inglês Carpathia, que estava a 100 km do Titanic. Mesmo aumentando a velocidade o navio só conseguiria chegar dentro de cinco horas. Tal conta passou pela cabeça do comandante Smith que naquele momento refletiu que só havia botes suficientes para salvar metade da população a bordo, cerca de 1.178 lugares.

Somente pouco depois da meia-noite que os viajantes receberiam a informação de que o navio precisava ser evacuado. Notícia que foi recebida com incredulidade por muitos passageiros. Principalmente das classes A, que quase não tinha sentido o impacto.  No entanto, para a terceira classe a realidade era diferente. A batida havia sido mais intensa na parte inferior, fazendo com que alguns caíssem da cama. Logo após a batida, os conveses inferiores foram invadidos pela água.

Para diminuir o pânico, que começava a se formar no convés do navio, às 00h15, a orquestra de Wallace Hartley recebeu informações para que tocassem músicas alegres, que deveriam acalmar os passageiros. Missão que seria cumprida de modo profissional até o fim pelos 8 músicos.

Por volta de 01h20, o oceano já devorava as letras do nome da embarcação. Com a insuficiência dos barcos, a população começa a entrar em pânico. Os botes eram colocados com muita dificuldade na água graças a inclinação do navio e o desespero dos passageiros.  O décimo quarto barco, enquanto descia, quase foi invadido por homens nervosos. que só foram impedidos pela ação do tenente Lawrence. Para impedir a entrada dos homens, o tenente sacou sua arma e  deu três disparos para o alto, impedindo a invasão.

Pouco mais de 02 horas da manhã, o comandante Smith volta a tentar contactar navios e pedir ajuda. Dianta da impossibilidade do socorro rápido, ele decide dispensar os homens dos seus postos e permanecer à espera do fim irremediável. Talvez tenha passado na cabeça do comodoro, naquelas horas de aflição, que aquele era o seu destino. Pouco antes de assumir o Titanic, Smith já havia decidido que aquela seria a sua última viagem. De fato foi.




Às 02h18,  a água já tomava os andares do navio, as luzes piscavam sucessivamente até que, de repente, tudo ficou preto. Por trás dos gritos desesperados, ouvia-se um estranho barulho. Naquele momento, o navio se rompeu entre a terceira e a quarta chaminé. Com a tensão, o casco rasga-se  por completo e faz a popa levantar quase verticalmente.

Em poucos segundos, a última parte do Titanic, um dos mais suntuosos navio que já existiu, seria engolida pelo oceanos. "No bote nº 5, o terceiro-oficial Pitman notou que eram 2h20" da manhã do dia 15 de abril.

Somente às 04h30, o navio Carpathia chegaria  para fazer o primeiro resgate dos salva-vidas lançados ao mar. Das 2.208 pessoas que subiram ao bordo, no dia 11 de abril, somente 499 sobreviveriam para contar a trágica história do transatlântico.


Confira a história da última sobrevivente do Titanic


+ Twitter reproduz a história do desatre como se tivesse acontecido hoje através de posts

A última sobrevivente do Titanic



Millvina Dean, última sobrevivente do naufrágio do transatlântico Titanic, morreu em um domingo do mês de maio há quase três anos, em um asilo de Hampshire, no sudeste da Inglaterra, aos 97 anos. 



Matéria publicada no site Oglobo no dia 31 de maio de 2009. (Abaixo, entrevista da sobrevivente ao Fantástico em 1995)

Ela tinha apenas 9 semanas de vida quando o navio afundou, depois de se chocar contra um iceberg no dia 15 de abril de 1912, e era a mais jovem passageira a bordo.
O desastre causou a morte de 1.517 pessoas, principalmente porque não havia botes salva-vidas suficientes. Entre as vítimas, estava o pai de Millvina Dean, Bertram. Sua mãe e irmã também sobreviveram e voltaram para Southampton, o porto de partida do navio, onde Dean passou a maior parte de sua vida.

Recentemente, ela começou a ter dificuldades em pagar pelo quarto que ocupava no asilo e já tinha uma dívida de 3 mil libras, o equivalente a quase R$ 10 mil. Ela começou então a vender suas relíquias relacionadas ao Titanic para angariar fundos, entre elas a bolsa de pano que foi usada em seu resgate.

Os atores Kate Winslet e Leonardo de Caprio, estrelas do filme Titanic, de 1998, deram ajuda financeira à sobrevivente, assim como o diretor do longa, James Cameron, doando dinheiro para um fundo criado por amigos de Millvina Dean.

Apesar de não ter lembranças do desastre, ela sempre disse o naufrágio mudou sua vida, já que ela deveria ter crescido nos Estados Unidos em vez da Grã-Bretanha. Outro bebê, de 11 meses, estava a bordo do Titanic quando ele afundou, Barbara Joyce West. Ela faleceu em outubro de 2007, deixando Dean como a última sobrevivente do Titanic.


Alguns erros da reportagem da TV Globo

1- O Titanic não foi o primeiro navio a mandar um SOS.  A primeira mensagem de socorro usando as letras, por rádio,  foi feita pelo navio Arapahoe, que se encontrava perdido ao norte do continente americano em 1909
2 - SOS não significa "Save Our Souls" ("Salve nossas almas") conforme informa a matéria. Essas e outras associações às letras como "Save Our Seamen" ("Salve nossos marinheiros"), "Save Our Ship" ("Salve nosso Navio") ou "Survivors On Shore" ("Sobreviventes na costa") foram dadas a fim de facilitar a lembrança da ordem das letras. Sendo um código, SOS não tem significado.
3- O navio não bateu em um iceberg às 23h45, mas às 23h35.