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sábado, 21 de abril de 2012

Não se faz política sem vítima



A frase acima é de autoria do presidente que de fato nunca assumiu a presidência. Tancredo Neves era um dos políticos que sabia lidar com as artimanhas de um  país que engatinhava na democracia. Não escondia que na política a arma da dissimulação devia estar sempre engatilhada. Ao mesmo tempo, compartilhava a necessidade de um governo que fosse reafirmado sob a soberania do povo brasileiro.

No dia 21 de abril de 1985 morria, em São Paulo, Tancredo Neves, advogado, industrial, administrador e político brasileiro. Sua morte aconteceu na véspera da sua posse como presidente do Brasil, fato que causou comoção nacional. Tancredo Neves havia sido eleito para o cargo pelo colégio eleitoral, na primeira eleição para presidente do Brasil após 21 anos de regime militar.
Nascido no dia 4 de março de 1910, em São João del Rei (MG), ele começou a carreira política como vereador da sua cidade natal. Depois, foi deputado estadual (1947-1951), deputado federal em cinco legislaturas e senador (1979-1983). Também foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas (junho de 1953 a agosto de 1954), tendo passado pela grave crise política que levou Vargas ao suicídio. Em seguida, foi diretor do Banco de Crédito Real de Minas Gerais (1955-1956) e do Banco do Brasil (1956-1958), além de secretário de Finanças de Minas Gerais (1958-1960) e presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (1960-1961).

Em setembro de 1961, assumiu como primeiro-ministro do governo parlamentarista de João Goulart, cargo que ocupou até 26 de junho de 1962. Após passar por várias legislaturas como deputado federal e também uma como senador, em 1982, foi eleito governador de Minas Gerais pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Renunciou ao governo estadual em agosto de 1984 para disputar a presidência da república pelo colégio eleitoral, em janeiro de 1985. Venceu a eleição, mas adoeceu gravemente na véspera da posse. Morreu no 21 de abril de 1985. Mesmo sem nunca ter tomado posse, é oficialmente reconhecido  como um dos ex-presidentes do Brasil.