segunda-feira, 14 de maio de 2012

Menina de 5 anos torna-se a mãe mais nova do mundo


No dia 14 de maio de 1939, a menina peruana, Lina Medina, de apenas cinco anos de idade deu à luz um menino, fato que a tornou a mãe mais nova do mundo. Nascida em Ticrapo, no Peru, filha de Tiburelo Medina e sua esposa Victoria Losea, Lina era considerada uma menina normal. Contudo, seus pais começaram a ficar preocupados com um tumor que a menina supostamente estava desenvolvendo. Aparentemente preocupado com a filha, Tiburelo deixou a pequena vila andina em que moravam e levou a menina para um hospital na cidade de Pisco. 

O pai falou ao médico, o Dr. Gerardo Lozada, que os curandeiros locais não tinham conseguido tratar o tumor que estaria se desenvolvendo no abdômen da menina. O médico examinou a garota e descobriu que o que se pensava ser um tumor, era, na realidade, um feto. A menina estava já no sétimo mês de gestação.

 Especialistas de um hospital de Lima confirmaram a gravidez. O pai de Lina foi preso pela suspeita de incesto, mas liberado em seguida pela falta de provas. Os médicos descobriram que a garota teve uma puberdade precoce, condição que a levou a esta fase muito mais cedo do que o normal. Sob os cuidados médicos, ela foi submetida a uma cesariana e deu à luz a um menino no dia 14 de maio de 1939. 

O bebê nasceu saudável, com 2,7 quilos, e foi chamado de Gerardo, em homenagem ao médico que descobriu sua gravidez. O menino foi criado como irmão mais novo de Lina para que mais tarde a verdade fosse relevada a ele. A jovem mãe nunca disse ao seu filho quem era o seu pai, pois talvez nem ela mesma tivesse condições de saber. Mais tarde, ela se casou com Raul Jurado, pai do seu segundo filho, nascido em 1972. Gerardo morreu aos 40 anos por conta de uma infecção na médula. Até onde se sabe, Lina segue com o seu marido no Peru e o    seu filho vive no México.          


Por The History Channel


domingo, 13 de maio de 2012

O Dia das Mães



Dignas de todo carinho, atenção e respeito, as mães dão sentido às nossas existências. Difícil quem não quer ser o queridinho da mamãe, com todos os paparicos e dengos. O segundo domingo de maio celebra a data da primeira pessoa que conhecemos no mundo. O lugar de Memória foi atrás da história da data que comemora a celebração do amor e da adoração às mães. Abaixo, clipe com texto de Danuza Leão sobre esse incompreensível e mágico dom de ser mãe.


Anna Jarvis é a mais reconhecida como idealizadora do Dia das Mães na sua forma atual.  Filha de Ann Maria Reeves Jarvis, a americana decidiu, dois anos após o falecimento da mãe, em 12 de maio de 1907, criar um memorial em homenagem a matriarca. Logo depois, iniciou um campanha para que o Dia das Mães fosse um feriado reconhecido. Ela obteve sucesso ao torná-lo reconhecido nos Estados Unidos em 8 de maio de 1914 quando a resolução Joint Resolution Designating the Second Sunday in May as Mother's Day foi aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos instalando o segundo domingo do mês de maio como Dia das Mães. No âmbito desta resolução, o Presidente dos Estados Unidos Thomas Woodrow Wilson proclamou, no dia seguinte, que no Dia das Mães os edifícios públicos deviam ser decoradas com bandeiras. Assim, o Dia das Mães foi celebrado pela primeira vez em 9 de maio de 1914.
Com a crescente difusão e comercialização do Dia das Mães, Anna Jarvis afastou-se do movimento, lamentou a criação da data e lutou para a abolição do feriado.
No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros CâmaraCardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Curiosidade:
No Brasil e nos Estados Unidos, o Dia das Mães é considerada pelos varejistas a segunda melhor data para o comércio, perdendo apenas para o Natal. A  Federação Nacional de Varejo Americana, National Retail Federation, estimulou para 2012 que os gastos referentes ao Dia das Mães devem ultrapassar $18.6 bilhões ($152 por pessoa) no país norte-americano.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Nos embalos do Kuduro

Conheça a história do estilo musical que se tornou hit no Brasil e no mundo.



Não há uma definição exata para a palavra que denomina o gênero musical surgido na Angola. No geral, é entendida no seu sentido literal, de quadril  duro. Mesmo com controvérsias, na maior parte dos estudos, o nome seria proveniente de um dialeto do nordeste do país africano, o Kimbundo.
Apesar de inicialmente ser ensinada como uma dança em que as pessoas ao dançar ficassem com o quadril sem mexer, de forma engraçada e diferente, não há dúvidas de que a dança é bem sensual, conforme pode-se ver no início da novela Av.Brasil, da TV Globo, responsável em grande medida pelo grande divulgaçào do hit angolano.

Proveniente dos subúrbios da província de Malange, na Angola, no começo dos anos 90, o gênero musical, atualmente é um dos ritmos preferidos de DJs europeus, principalmente em Portugal. O blog Raízes e Antenas faz uma perspectiva história do estilo pra lá de irreverente.

A paz em Angola - depois de décadas de guerra (primeiro a guerra contra as tropas portuguesas, depois uma guerra fratricida igualmente sangrenta) - proporcionou o desenvolvimento de variadíssimas e riquíssimas formas musicais e a sua divulgação interna e externa. Não que muita música não se fizesse e gravasse antes - vejam-se as gravações contidas na caixa «Angola», já referida há alguns meses neste blog, ou na recente compilação «Os Reis do Semba», todas feitas durante os anos finais de dominação portuguesa - ou as inúmeras gravações de artistas de kizomba editadas ainda durante a guerra civil. Mas, nos últimos anos, outros géneros foram nascendo e crescendo com uma força imparável: a versão muito própria e angolana do hip-hop e também o kuduro e a tarrachinha.

A divulgação do Kuduro para o mundo teria sido feita de forma inusitada em um filme de ação. Nada menos que o belga Jean-Claude Van Damme seria um dos precursores na exibição da dança (ver vídeo). É isso mesmo que você, caro leitor, acabou de ler, o grande astro de filmes de ação teria já dado a sua requebradinha, ou melhor, nada de requebradinha, afinal estamos falando de Kuduro no filme "Kickboxer - O Desafio do Dragão" de 1989.


Depois de ganhar o mundo, o Kuduro chega ao Brasil. Atualmente, em todas as paradas de sucesso com "Vem dançar Kuduro" do cantor português Lucenzo. A versão da música, que é abertura da novela das 9, é mais light com o nome "Vem dançar com tudo". A justificativa do diretor Ricardo Waddington para a mudança seria o constrangimento que causaria ao ser cantada e repetida no horário nobre. Não deixa de fazer sentido.

O Kuduro de Van Damme



O  site da revista Superinteressante fez uma reportagem com 5 vídeos estranhos que ensinam a dançar Kuduro. Vale a pena conferir, dentre eles, a dancinha de Jean-Claude Van Damme.

Superinteressante


1. Começando do começo: a clássica cena de Van Damme que serviu de inspiração para a criação do kuduro. Vale ressaltar que a música de fundo não é original do filme, é claro. Ela faz parte da trilha sonora de "Street Fighter", série de jogos cuja adaptação para o cinema foi estrelada pelo ator. No filme, depois de embriagado por seu mestre, o personagem é desafiado a dançar e consegue fazer estes movimentos:


2. Em Portugal o gênero ganhou uma de suas maiores mudanças ao encontrar o peso dos elementos eletrônicos da banda Buraka Som Sistema. Muitos movimentos da dança estão representados neste clipe, que conta com participação de artistas que bebem na fonte do kuduro: M.I.A., DJ Znobia, Saborosa and Puto Prata.


3. Um dos lugares de consolidação da dança foram as ruas de Angola. Neste vídeo, jovens mostram seus melhores passos no que parece um desafio em que ganha o dono do melhor gingado.

4. O programa angolano de TV "Sempre a Subir" ensina alguns passos:

5. Um dos temas das letras do kuduro é a realidade dos angolanos. Esta música fala sobre as favelas angolanas, chamadas musseques. O vídeo mostra mais passos de dança e imagens que mostram a popularidade do kuduro no país:


domingo, 6 de maio de 2012

Na batida de Banana




Um dos principais percussionistas brasileiros e bateristas da bossa nova, o carioca Milton Banana inovou com a sua batida suave, sem estrondo, que conduz o público a uma viagem musical de  muitos cenários. 

Nascido em 23 de abril 1935, o músico Antônio de Souza, ou melhor, Milton Banana, autodidata, desde pequeno tinha interesse pela música, especialmente a percussão inspirada na orquestra Tabajara. Era figura presente nas principais boates cariocas da década de 50, tocando com grandes músicos brasileiros na noites cariocas como  Luís Eça, Johnny Alf, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Baden Powell, Sérgio Mendes, Luís Bonfá e Bola Sete, entre outros.

Mas é em 1959 que Milton colocará seu nome no hall das estrelas nacionais que ganharão o mundo. Ao lado de Tom, Vinícius e João Gilberto, Banana faz  a gravação histórica de Chega de Saudade - disco que apresentará a bossa nova como o novo estilo de cantar, tocar e ver o Brasil no cenário musical.

Acompanhados dos precursores da bossa,em 1962, Banana participará do espetáculo Encontro produzido por Aluísio de Oliveira, junto com os nomes da bossa e o grupo Os Cariocas na boate Au Bon Gourmet - Rio de Janeiro. 

Ainda no mesmo ano, o baterista integrará o  show da bossa do Carnegie Hall, em Nova York. No ano seguinte, participa do disco Getz-Gilberto, disco clássico que une a produção da bossa nacional ao jazz americano, sucesso de vendas. A partir de então, segue em turnê com João Gilberto, João Donato ao piano e Tião Neto no baixo.

Quando retorna ao Brasil, Banana forma e lidera o grupo musical Milton Banana Trio, algo incomum até nos dias atuais, pelo fato de um baterista liderar uma banda. A banda passará por várias formações ao longo da carreira musical, gravando um total de 20 discos pelo Odeon e pela gravadora RCA.

Alguns dos álbuns foram regravados em cds como "Balançando com o Milton Banana Trio", "Sambas de Bossa: Milton Banana", "Os Originais: Milton Banana Trio" e "Ao Meu Amigo Tom".


Água de beber - Trio Milton Banana



Última aparição de Milton Banana antes de falecer em 23 de maio de 1999.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

VÍRUS “I LOVE YOU” TRAZ PREJUÍZO À ECONOMIA MUNDIAL




No dia 4 de maio de 2000, o vírus chamado “I love you” atingiu computadores no mundo inteiro, causando grandes impactos econômi,os. De acordo com a empresa de consultoria Computer Economics, as perdas ficaram em torno de 10 milhões de euros. Nem mesmo os vírus “Code Red” e “Sircam”, que em 2001 causaram um prejuízo de 2,9 milhões e 1,3 milhão de euros, respectivamente, superaram este vírus que certamente entrou para a história como mais devastador da rede mundial de computadores. O “I love you”, que teve origem nas Filipinas, atingiu o Pentágono, dos EUA, o Parlamento Britânico e vários jornais espanhóis. Este vírus modifica os arquivos do computador e é transmitido por e-mail quando aberto. O “I love you” segue atacando computadores no mundo inteiro, mas com variações diferentes nos dias de hoje.




*Por The History Channel