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sexta-feira, 16 de março de 2012

Bum Bum Bum Castelo Rá-Tim-Bum





     Um castelo mágico no centro da cidade de São Paulo já seria uma história fantástica para qualquer criança. Mas um castelo que é mágico e ainda tem personagens como magos com mais de seis mil anos, animais falantes, um porteiro Robô e um mundo comandado por magias e gentilezas é de empolgar até os grandalhões.

     O castelo Ra-Tim-Bum foi produzido e transmitido pela TV Cultura, TV Brasil e TV Rá-Tim-Bum. Foi ao ar pela primeira no dia nove de maio de 1994. Mais do que boas histórias e muita magia, a série tinha um caráter pedagógico. Em cada episódio, os personagens se viam diante de escolhas que testavam valores como amizade e sinceridade, além de músicas que falavam sobre como escovar os dentes e lavar as mãos da maneira correta. “Uma mão lava a outra, lava uma... mão, lava outra”, dizia uma das canções.
     
      Criado pelo dramaturgo Flávio Souza e pelo diretor Cao Hamburger, o programa contava a história de Nino. Um garoto de 300 anos que vive com o tio-avô Victor (Sérgio Mamberti), feiticeiro e cientista, e a tia-avó Morgana (Rosi Campos) uma feiticeira com mais de seis mil anos.

    Os três vivem em um Castelo, onde moram criaturas mágicas como Celeste uma cobra rosa, Pintado um gato que adora ler, Mau um monstro roxo que habita o encanamento e gosta de fazer trava-línguas com os telespectadores, além, entre tantas outras criaturas, de um porteiro robô que inventa as mais inusitadas senhas, que quando acertadas davam acesso ao interior do castelo as palavras: “Plift, ploft, still”.

      Por causa da idade, Nino (Cássio Scapin) não pode frequentar a escola e sente-se muito sozinho no castelo. Após uma magia, ele teletransporta três crianças: Biba (Cinthya Rachel), Pedro (Luciano Amaral) e Zequinha (Freddy Allan) para dentro do castelo. Juntos, os novos amigos vivem muitas aventuras e conseguem impedir que o terrível especulador imobiliário, Dr. Abobrinha (Pascoal da Conceição), venda e derrube a mansão.

      O castelo Rá-tim-bu terminou em 1997, três anos depois de sua estreia. Garantiu ao Canal Cultura a maior audiência já obtida: 12 pontos. Além de deixar boas lembranças para os meninos e meninas, hoje homens e mulheres, que corriam para frente da TV ao ouvir o bum bum bum do castelo da magia.


segunda-feira, 5 de março de 2012

Vale dos esquecidos

Caro viajante,

O tempo e a crueldade com que nos devora a vida sempre foi um motivo que me angustiou. Pensar no passado como um esconderijo das lembranças fez-me acreditar em um presente que perdeu seu valor, sua dignidade. E como sujeitos, na verdade, acabávamos nas mãos do destino: jogados de um lugar ao outro, de uma pessoa à outra. E, sem os devidos cuidados da vida, terminando no abandono.
Como estudante de jornalismo, sinto-me, direta ou indiretamente, essa grande agente colaboradora do curto prazo. Pensava tantas vezes em quanta coisas escrevía, vía, mas em um breve instante eram sucumbidas pela necessidade de uma nova informação, de uma nova notícia.
Um lugar de memórias, portanto, nada mais é que uma oportunidade. Oportunidade de parar o tempo no seu frenesi, oportunidade de encarar o passado como um espaço de vivacidade e com isso propor à vida um espaço de experiências. É contemplar as lembranças do que foi para entender quem somos. Porque o hoje nada mais é que o resultado de sucessivos passados. E permitir-se embarcar nessa viagem é trazer a cada dia a intensidade muitas vezes ausentes no cotidiano.
A idéia assim é resgatar o passado de pessoas, de objetos e de lugares que tiveram fins já decretados e, que, no entando, ainda têm memórias a compartilhar.
Ao longo dessa jornada, farei entrevistas e reportagens sobre pessoas que tiveram a fama e a perderam. De objetos e modismos que foram a marca de um tempo e hoje permanecem nas lembranças.Também iniciarei uma prática que vem ganhando espaço agora na mídia conhecida como Urbex - exploração dos espaços urbanos que caíaram no esquecimento como prédios, linhas de trens, hospitais. Claro que, devido à minha limitação de tempo, vou procurar, inicialmente, lugares pela cidade do Rio de Janeiro.
E como havia já havia falado uma pessoa que ficou, mas que agora trago de volta ao meu presente com suas palavras: "memória guardada é memória morta. A memória se vive. A memória se constrói e se reconstrói."
Convido você a embarcar nessa aventura sem saber ao certo o destino, mas tendo a certeza de uma viagem repleta de pessoas e de lugares.
Uma boa viagem!