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segunda-feira, 12 de março de 2012

O fenômeno de peso Fat Family

Por onde anda?

Sucesso no final dos anos 90, a banda Fat Family hoje embala a música gospel






Fenômeno de peso do final dos anos 90, o grupo Fat Family atraiu a atenção do Brasil com vozes poderosas, simpatia e silhuetas pra lá de avantajadas. Formado pelos irmãos Sidney, Celinho, Celinha, Simone, Suzete, Kátia e Deise Cipriano, além de Suely, que entrou no segundo álbum, o conjunto remetia aos grupos vocais norte-americanos sucessos do soul, do R&B e do gospel. Sempre presentes nos principais programas de TV, a família Cipriano teve o sucesso, naquela época, consagrado com o embalo da canção Jeito Sexy, versão de Shy Guy de Diana King, que vendeu 1,8 milhões de cópias do primeiro álbum lançado em 98.

Não foi só na música e no físico que a Fat Family inovou, as coreografias e as danças com as cabeças também causavam sensação nos fãs. Tanto frisson chegou a alcançar o outro lado do planeta. O grupo foi convidado, em 2004, a fazer parte de um reality show no Japão sendo sucesso de audiência do horário.

Depois do segundo álbum, a banda não tinha mais o mesmo retorno dos primeiros anos. A partir de 2005. Fat Family passou a ser denominar um grupo gospel, que mantinha os estilos musicais adotados no inicio da carreira. Com a saída de Celinha e de Sidney, que decidiram seguir carreira solo, a banda perde sua formação original.

No inicio desse ano, a banda voltou a figurar entra as manchetes dos principais noticiários do país. Sidney Cipriano, de 46 anos, morre vítima de um AVC, acidente vascular cerebral. Hipertenso, diabético e pesando mais de 140 kg, Sidney nunca conseguiu controlar sua alimentação segundo os irmãos em entrevista dada à TV Record.

– Se a comida já estava pronta, ele ia e colocava sal. Se tinha suco ele ia e colocava açúcar. Ele não se aceitava como diabético que era – afirma Suely Cipriano. Dos irmãos de Sidney, cinco deles recorreram à redução de estômago para solucionar a obesidade.

Mesmo com tantas perdas, para quem acompanha o grupo, a união, o carinho e a alegria da família permanece a mesma dos velhos tempos.




Confira a reportagem da TV Record

terça-feira, 6 de março de 2012

De portas fechadas, Hotel das Paineiras resiste ao abandono



                                                                      Foto: Maria de Gala

Situado no centro da floresta da Tijuca, com uma das melhores vistas da cidade do Rio de Janeiro, o Hotel das Paineiras, antigo recinto da alta sociedade, é, há 27 anos, a representação do abandono para turistas e curiosos que visitam o local à procura do glamour vivido no século passado.
Inaugurado, em nove de outubro 1884, pelo imperador Dom Pedro II, o hotel construído pela empresa Light tinha a pretensão de ser reduto da alta sociedade brasileira que se consolidava na transição da monarquia para a república. Durante muito tempo manteve o status de cinco estrelas e de principal concorrente do luxuoso Copacabana Palace. Sendo recinto para famosos hóspedes como a atriz francesa Sarah Bernhard; os ex-presidentes Washington Luís, Café Filho e Getúlio Vargas; além a tricampeã seleção brasileira de 70.  
Mas, dos áureos tempos, quase nada resta. Poucos são aqueles que se arriscam a andar pelas varandas esburacadas e pelos pátios cobertos de limo, áreas nas quais são autorizadas às visitações.
Na parte interna, o tempo não foi mais piedoso. Logo no hall de entrada restos de móveis e entulhos dificultam a passagem.  O teto que abrigava lustres e detalhes arquitetônicos, hoje, apresenta perigo com pedaços de rebocos que caem de forma inesperada. Das luxuosas escadas, que dão acesso ao segundo e terceiro andar, pouco resta dos dourados corrimões e dos tapetes vermelhos além do tom desbotado pelo mofo e pela poeira acumulada em quase três décadas.
 A situação é ainda mais precária nos 36 apartamentos, 10 deles conjugados de 2 quartos, que constituem os andares superiores. No lugar de hóspedes, aranhas, porcos-espinhos e cobras habitam no lixo acumulado que cobre quartos e corredores.
            De acordo com o historiador da PUC-Rio Antônio Edmilson, a decadência do Hotel das Paineiras pode ser explicada pela escalada da violência na região e pela crise econômica pela qual o país passava na década de 70 que acabaram afastando os hóspedes da região.
 A decadência se dá pelo aumento da violência, pela ocupação das áreas altas por favelas. Esses motivos resultaram na perda dos atrativos da região. Em substituição, o público acabou atraído por hospedagens de requintes da Região Serrana – explica o professor.
Com o fim da concessão da empresa Light, em 70, o hotel voltou para a União que não via como investir no local. Em 1984, a Universidade Veiga de Almeida chegou a arrendar o imóvel sendo responsável por algumas reformas na estrutura, mas o custo da manutenção era elevado. Mais uma vez, o hotel tinha o fim traçado ao esquecimento.
Desde então o hotel permanece fechado. As visitações são restritas às áreas externas. Mas com a proximidade da Copa do mundo de 2014, o hotel tem a chance de reabrir suas portas. No final do ano passado, o governo federal abriu processo de licitação para as empresas que desejarem investir no local. Os interessados deverão desembolsar a quantia mínima de 40 milhões de reais.  Investimento que é ansiosamente aguardado pelos admiradores.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Vale dos esquecidos

Caro viajante,

O tempo e a crueldade com que nos devora a vida sempre foi um motivo que me angustiou. Pensar no passado como um esconderijo das lembranças fez-me acreditar em um presente que perdeu seu valor, sua dignidade. E como sujeitos, na verdade, acabávamos nas mãos do destino: jogados de um lugar ao outro, de uma pessoa à outra. E, sem os devidos cuidados da vida, terminando no abandono.
Como estudante de jornalismo, sinto-me, direta ou indiretamente, essa grande agente colaboradora do curto prazo. Pensava tantas vezes em quanta coisas escrevía, vía, mas em um breve instante eram sucumbidas pela necessidade de uma nova informação, de uma nova notícia.
Um lugar de memórias, portanto, nada mais é que uma oportunidade. Oportunidade de parar o tempo no seu frenesi, oportunidade de encarar o passado como um espaço de vivacidade e com isso propor à vida um espaço de experiências. É contemplar as lembranças do que foi para entender quem somos. Porque o hoje nada mais é que o resultado de sucessivos passados. E permitir-se embarcar nessa viagem é trazer a cada dia a intensidade muitas vezes ausentes no cotidiano.
A idéia assim é resgatar o passado de pessoas, de objetos e de lugares que tiveram fins já decretados e, que, no entando, ainda têm memórias a compartilhar.
Ao longo dessa jornada, farei entrevistas e reportagens sobre pessoas que tiveram a fama e a perderam. De objetos e modismos que foram a marca de um tempo e hoje permanecem nas lembranças.Também iniciarei uma prática que vem ganhando espaço agora na mídia conhecida como Urbex - exploração dos espaços urbanos que caíaram no esquecimento como prédios, linhas de trens, hospitais. Claro que, devido à minha limitação de tempo, vou procurar, inicialmente, lugares pela cidade do Rio de Janeiro.
E como havia já havia falado uma pessoa que ficou, mas que agora trago de volta ao meu presente com suas palavras: "memória guardada é memória morta. A memória se vive. A memória se constrói e se reconstrói."
Convido você a embarcar nessa aventura sem saber ao certo o destino, mas tendo a certeza de uma viagem repleta de pessoas e de lugares.
Uma boa viagem!