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quarta-feira, 14 de março de 2012

Vovó blogueira dá dicas de lugares abandonados em SP

Em reportagem publicada no site da Folha, blogueira, de 81 anos, lista lugares esquecidos na cidade de São Paulo. Apaixonada por história, Neuza Guerreiro de Carvalho mantém o blog vovoneuza.blogspot.com em que conta histórias de sua vida desde a infância na cidade paulista, lugar que conhece bem. Leitora ativa, gosta de visitar os lugares esquecidos na cidade.
A paixão de vovó Neuza´por São paulo é tão grande, que ela mantém pendurado nas paredes de sua sala cinco mapas da cidade.
"Estou sempre ligada nos espaços paulistanos. É uma maneira de reverenciar minha cidade", conta em entrevista ao site.

Abaixo, os lugares listados pela vovó Neuza.

1. "O Tempo""Na parede do cemitério do Araçá, há um nicho cujo oco assenta uma escultura de granito. É um velho impassível, sereno e forte, de barba longa, segurando uma ampulheta, como se prometesse serenidade e paz no repouso final. Ao seu lado fica uma coruja."
R. Major Natanael, altura do nº 173, Pacaembu, região central, São Paulo.

2. Museu do Theatro Municipal
"O acervo do museu é composto por livros, documentos, fotos, material audiovisual e recortes de jornais. Fica embaixo do viaduto do Chá e é aberto à consulta pública. É um importante local de pesquisa para os que buscam conhecer melhor a vida cultural da cidade."
R. Formosa, s/nº, Centro, região central, São Paulo, tel. 00/xx/11/3241-3815.

3. Estátua de Giuseppe Verdi
"A escultura de bronze do italiano Amadeo Zani em homenagem ao compositor Giuseppe Verdi é tão grande que foi difícil encontrar um lugar adequado, após ela ter sido retirada da praça do Correio. Agora, dá visibilidade ao edifício Sampaio Moreira, o avô dos arranha-céus paulistanos."
Vale do Anhangabaú, na escada de saída para a rua Libero Badaró, altura do número 346, Centro, região central, São Paulo.

4. Edificio Guinle
"O prédio de estilo 'art nouveau' tem 36 metros de altura, sete andares e é tombado pelo patrimônio municipal. É considerado o primeiro arranha-céu da cidade. Inaugurado em 1913, hoje tem no seu piso térreo uma casa de calçados que mantém a placa explicativa. A fachada é uma obra de arte."
R. Direita, 49, Sé, região central, São Paulo.

5. "Homem Aramado"
A obra 'Homem Aramado', em frente ao prédio da Gazeta à direita, está totalmente misturado às grades do edifício onde fica. A peça perdeu sua individualidade. Algumas pessoas dizem que é uma metáfora da avenida, que aprisionou o humano no concreto e no ferro que moldam a cidade."
Av. Paulista, 925, Bela Vista, região central, São Paulo.

terça-feira, 6 de março de 2012

De portas fechadas, Hotel das Paineiras resiste ao abandono



                                                                      Foto: Maria de Gala

Situado no centro da floresta da Tijuca, com uma das melhores vistas da cidade do Rio de Janeiro, o Hotel das Paineiras, antigo recinto da alta sociedade, é, há 27 anos, a representação do abandono para turistas e curiosos que visitam o local à procura do glamour vivido no século passado.
Inaugurado, em nove de outubro 1884, pelo imperador Dom Pedro II, o hotel construído pela empresa Light tinha a pretensão de ser reduto da alta sociedade brasileira que se consolidava na transição da monarquia para a república. Durante muito tempo manteve o status de cinco estrelas e de principal concorrente do luxuoso Copacabana Palace. Sendo recinto para famosos hóspedes como a atriz francesa Sarah Bernhard; os ex-presidentes Washington Luís, Café Filho e Getúlio Vargas; além a tricampeã seleção brasileira de 70.  
Mas, dos áureos tempos, quase nada resta. Poucos são aqueles que se arriscam a andar pelas varandas esburacadas e pelos pátios cobertos de limo, áreas nas quais são autorizadas às visitações.
Na parte interna, o tempo não foi mais piedoso. Logo no hall de entrada restos de móveis e entulhos dificultam a passagem.  O teto que abrigava lustres e detalhes arquitetônicos, hoje, apresenta perigo com pedaços de rebocos que caem de forma inesperada. Das luxuosas escadas, que dão acesso ao segundo e terceiro andar, pouco resta dos dourados corrimões e dos tapetes vermelhos além do tom desbotado pelo mofo e pela poeira acumulada em quase três décadas.
 A situação é ainda mais precária nos 36 apartamentos, 10 deles conjugados de 2 quartos, que constituem os andares superiores. No lugar de hóspedes, aranhas, porcos-espinhos e cobras habitam no lixo acumulado que cobre quartos e corredores.
            De acordo com o historiador da PUC-Rio Antônio Edmilson, a decadência do Hotel das Paineiras pode ser explicada pela escalada da violência na região e pela crise econômica pela qual o país passava na década de 70 que acabaram afastando os hóspedes da região.
 A decadência se dá pelo aumento da violência, pela ocupação das áreas altas por favelas. Esses motivos resultaram na perda dos atrativos da região. Em substituição, o público acabou atraído por hospedagens de requintes da Região Serrana – explica o professor.
Com o fim da concessão da empresa Light, em 70, o hotel voltou para a União que não via como investir no local. Em 1984, a Universidade Veiga de Almeida chegou a arrendar o imóvel sendo responsável por algumas reformas na estrutura, mas o custo da manutenção era elevado. Mais uma vez, o hotel tinha o fim traçado ao esquecimento.
Desde então o hotel permanece fechado. As visitações são restritas às áreas externas. Mas com a proximidade da Copa do mundo de 2014, o hotel tem a chance de reabrir suas portas. No final do ano passado, o governo federal abriu processo de licitação para as empresas que desejarem investir no local. Os interessados deverão desembolsar a quantia mínima de 40 milhões de reais.  Investimento que é ansiosamente aguardado pelos admiradores.